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Cá estou eu de volta com minha indignação. Dessa vez eu fiquei encucada desde ontem com uma coisa que a minha mãe disse. Começamos a vender pizzas pra aumentar a renda e o motivo de a minha mãe não querer algumas coisas na hora da venda como bebidas e ponto para que as pessoas sentem, é que ela não quer que homens mecham com minhas irmãs e eu. Aí mais uma vez senti uma ferida remexida. Não posso fazer algo porque alguns idiotas vão importunar e segundo minha mãe, não teremos com o que revidar, porque somos mulheres. Esse tipo de situação me estarrece tanto que me pergunto o motivo de tantas pessoas tentarem invalidar um movimento tão lindo quanto o feminismo. Aguardo ansiosamente pela abertura da mente de todas essas pessoas.




contextualizando com o que sinto, lá vai uma sátira pra ver se serve de semancol.
http://www.portadosfundos.com.br/video/piranho/
 
 Estava eu fazendo minhas leituras diárias e checando os links do Transcendental, quando me deparei com a matéria sobre a repercussão que uma cena de beijo grego foi ao ar numa série americana chamada 'Girls'. Segundo o texto, muitas pessoas comentaram que se sentiram desconfortáveis e mimimi com a cena, o que me levou a pensar na quantidade de pornografia que é vista diariamente por essas pessoas que deveriam receber o título de "vigilantes da foda alheia". Gente, qual o problema com o sexo como ele é? Pra quê tanta convencionalidade com uma coisa que você provavelmente adora fazer, mas vive se reprimindo ou sendo reprimido? Se as pessoas que fazem tabu do sexo deixassem de vigiar as vida sexual alheia pra discutir putaria com seus parceiros, pra inovar com seus parceiros, o mundo seria mais feliz. Esses sim são os verdadeiros mal comidos. Dizem que nós feministas é que o somos, mas na verdade, transamos bem, obrigada. 
 Não vejo necessidade de ver pessoas se agarrando em público, óbvio, mas também não vejo motivo de censurar o sexo como ele é quando exibido em séries/filmes e afins. A industria pornográfica já vende tanta mentira, tanta farsa quanto ao sexo que parece que as pessoas esqueceram de fazer sexo mesmo. Os caras passam o dia tocando umazinha, mas na hora de saber fazer a parceira sentir prazer de verdade, dão pra trás. E quando veem uma cena dessas na TV criticam de forma negativa. Isso me soa como inveja. Nos caras, essa inveja deve ser porque o cara da cena tá deixando a parceira dele realmente louca de tesão; já nas mulheres, a inveja é da mulher que tá tendo uma transa de verdade onde o parceiro não sofre de pintocentrismo e assim, dá prazer de verdade a ela.
 Então, vocês aí do mimimi pela transa alheia, vê se vai ver do que teu parceiro sexual gosta, do que leva a tua parceira a loucura e para de querer causar com cenas tão banais como são as de sexo. Vão buscar coisas que vos excitem, músicas que despertem vossas imaginações, joguinhos que apimentem a coisa toda. Por um mundo com mais sexo e menos mimimi.

 Estava eu em mais um passeio por Salvador enquanto ia ao trabalho, e fiquei me perguntando enquanto via os turistas o motivo de eles insistirem em vir pra cá. Eu amo minha terra, acho-a linda, esplendorosa, viva, rica, ritmada, heroica e histórica, etc. Mas eu não sou doida de mascarar a forma como os turistas são tratados aqui. O povo é hospitaleiro, comunicativo, feliz, mas desonesto (não todos, mas muitos). Cobram do turista mais que o dobro do valor da mercadoria, se passam por amigos destes e assim enfiam-lhe a faca com "mais amor". Tem turista que reclama de que aqui é tudo caro, mas não faz nada pra mudar isso, não reclama, e nem sei se há como fazer isso. O que sei é que eu não aconselho essas pencas de turistas a virem aqui sem conhecer ninguém. Não há transporte público satisfatório, não há hospitais públicos realmente disponíveis e o que vocês gastam aqui daria pra fazer outra viagem. Aconselho àqueles que desejam conhecer Salvador, a fazer um amigo daqui antes e que esse amigo faça o intermédio das compras. 
 E se você está me perguntando se isso só rola com o pessoal de sotaque diferente, engana-se, soteropolitanxs brancxs sofrem do mesmo abuso comercial. Já passei com isso com meus pais e tudo porque meu pai é pardo. Pessoa + pele clara = preços altos. Sei que se investigarmos a raiz de tudo isso, encontra-se N preconceitos, e que meu texto está realmente raso perante a profundidade do assunto, mas analise e averigue o quão furtados já foram xs turistas que por aqui já passaram, estão passando, e ainda passarão.

Ou ausência dela


Ia escrever um post sobre o quão infantil algumas pessoas insistem em ser, então eu vi um vídeo do Rafinha Bastos bancando a vítima de pregar a baboseira dele, e pensei em escrever sobre isso, mas então percebi que daria na mesma publicação, uma vez que ambas as coisas tratam-se infantilidade. 
 Crescemos nos misturando a grupos de amigos que vez ou outra levamos para nossa vida adulta, e como curso normal das coisas, acreditamos que todos amadurecem, que continuam divertidos como eram, mas com maturidade nas horas necessárias. E a frustração vem quando você percebe que essas pessoas não amadureceram.De certo modo, isso causa irritação, já que essas pessoas tem valor emocional pra você, e a irritação aumenta quando você se dirige a essas pessoas e fala que elas precisam crescer porque o ensino médio já acabou e que agora é hora de ser gente grande, mas elas simplesmente preferem se manter crianças dependentes de alguém mais velho, maior. Tem também as pessoas que estão acostumadas a todos a volta dizerem amém a suas birras e comandos. A ser sempre a temida e obedecida, mas um dia isso sai de foco, e as pessoas resolvem obedecer a outros, e e esses outros não massageiam o ego do que gostava de mandar e ser obedecido, então intrigas são criadas e uma bola de neve vai crescendo. O mesmo ocorre com o pessoal que fica chorando as mágoas por não poder ficar falando o que acham que é opinião deles, mas na verdade é reprodução de babaquice e afins. então fica sempre a pergunta no ar: Qual a dificuldade em crescer dessas pessoas?? Por que essa vontade de fazer merda sabendo que é merda e que vai se transformar numa merda ainda maior?! Tenho sempre esses questionamentos quando me deparo com esse tipo de situação porque sempre me vem a mente o fato de que o nosso curso normal é o aprendizado, e vemos tantas pessoas posando de intelectuais, nomes grandes e de grande visibilidade midiática tecendo comentários tão arcaicos, pré-históricos e preconceituosos que fico realmente intrigada sobre esse tal caminho de evolução humana. Bom, era esse o desabafo da vez.



Além da pessoa que vos escreve ser quase uma designer formada e apreciar essa arte imensamente, essa imagem também mostra meu apoio à Luciana. Nenhum dos candidatos é perfeito, mas votamos naquilo que se aproxima de nossa realidade e de nossos ideais de sociedade justa e melhor resolvida, sendo assim, voto de consciência limpa e coração leve na candidata que me conquistou por propostas, respostas e por não se deixar abater por tanta ignorância e infantilidade mostradas dentro do percurso a presidência. 


Ontem foi publicado um texto meu no blog da Lola. E o que li nos comentários me fez perceber mais uma vez que lemos tão pouco que pecamos na interpretação. Não estou me pondo como um exemplo em língua portuguesa, muito pelo contrário, me bato até hoje no lance dos porquês. Nunca consegui memorizar aquela regrinha chata de como usá-los. 
 Mas o que li foi MUITA coisa com interpretação oposta ao intuito do texto em si. Vi minhas palavras distorcidas e remendadas. Não vou dizer que sofri, que chorei... Na verdade, achei até engraçadas as coisas que li, mas resolvi explicar o ponto tão abordado no meu texto. E lá vamos nós!
"Só um negro pode escrever sobre o que é ser negro, sobre a vida negra... Então parem vocês brancos de agir como se soubessem o que é ser negro. 
 Juro pra vocês que não achei que essa frase que é logo explicada na frase seguinte fosse gerar 80% dos comentários publicados. Gente, é ÓBVIO que qualquer pessoa pode escrever sobre o que quiser, o que meu desabafo fala é sobre a propriedade que as pessoas tomam sobre aquilo que não lhes cabe, que não lhes é vivido. 
 Eu sou negra, certo. Sei falar daquilo que EU vivo. Posso lhe dizer com propriedade de como é ser negro, de como me sinto quando sofro discriminação. Mas eu não sei como um índio se sente perante mesma situação ou similar. Não sei como um japonês se sente, como um branco se sente.  Sou bissexual, e sei como foi horrível ficar ouvindo que eu era indecisa, que "isso" era porque eu queria chamar atenção, que eu dizia ser por estar na moda. Eu posso falar sobre o que senti sobre isso, mas não posso falar com propriedade sobre como uma travesti se sente, posso imaginar, mas não dizer com propriedade sobre isso. 
 Revoltei-me contra esse domínio branco na escrita a respeito de negros porque é o que mais tem sido feito ao longo dos anos e nada mais justo que meu povo tenha voz. Que meu povo possa falar de si, da forma como se vê e do modo como se sente perante a cada coisa dita por alguém que não sabe da missa o terço, sobre nossa realidade. Mas eu não desejo isso só para negros. Claro que não! Eu quero ver mulheres brancas ou negras, homens cis ou não, índios, homossexuais, anões, ET's e seja lá mais quem for escrevendo sobre como vê sua própria realidade. Isso não é apartheid, é deixar ainda mais claro a realidade de cada um, visto por esse cada um.
 Tendo em vista todos esses argumentos apresentados por mim, acredito que fique esclarecido que eu não sou extremista, nem racista. Até a próxima, pessoal.
   Tenho visto um monte de gente com medo de votar a Luciana por conta do segundo turno que já me parece definido, mas eu não penso assim, sabe? Eu vou votar na Luciana e isso não é propaganda pra você votar nela também. Não sou adepta a fazer propaganda política. Discuto, mas não promovo.  Mas é que desde que comecei a votar, e isso nem faz tanto tempo, eu percebo o modo como as pessoas têm escolhido seus candidatos. Percebi que somos reféns de candidatos que estão no poder a tanto tempo que nos custa lembrar quando entraram lá e porquê. Temos 11 candidatos ao todo, mas o foco, está sobre Dilma, Marina, Aécio, Luciana e Pastor Everaldo. Os motivos pelos quais EU não votarei em alguns desses aí no primeiro turno:

- Dilma: Bom, acredito que ela teve bastante tempo pra mudança e até fez, mas poderia ter feito mais, se apoiado menos... E mudança de cardápio faz bem. 12 anos de hegemonia é enjoativo por demasiado. Principalmente com tantos escândalos.

- Marina: Estava ‘nas entoca’ até que Eduardo Campos faleceu. Com isso, muitos se compadeceram e resolveram assim, dar a ela seu voto. Mas aí ela tirou a máscara “eduárdica” e se mostrou evangélica ferrenha, e me parece muito afim de estuprar o povo com suas ideologias baseadas em livros que ela segue.

- Aécio Neves: Achar que Minas Gerais é o paraíso brasileiro e votar nele por isso é babaquice ‘-‘ Eu não vejo um motivosinho que seja pra desperdiçar quatro anos da minha vida sentindo  peso por votar no Aécio, não mesmo.

- Pastor Everaldo: Me convenceu a não votar nele só por usar o ‘pastor’ antes do nome. Não confio em que se agarra à religião para governar e menos ainda em quem fere meus direitos e meu modo de viver se agarrando a essas ideologias.

- Luciana: votarei nela. Votarei porque a mudança é necessária e mais do que já passou da hora dela começar a ocorrer. Ela defende as minorias, e bem, eu sou minoria. Ela defende estudantes, e se você não foi, algum dia será, e eu ainda o sou. Ela defende o progresso não só pelo progresso, mas pela real harmonização e bom encaixe das coisas. Não vejo ela como uma igualadora e sim ‘libertadora’. Calma, não estou endeusando a criatura, só dizendo que com os projetos que ela tem em pauta, muitas pessoas viverão mais livres, e isso é libertador.


Você pode esfregar na minha cara quantas pesquisas sentir vontade. Eu sei que o segundo turno está basicamente definido e que teremos nele duas mulheres. Dilma e Marina e sincera e honestamente, não me admiro de que isso esteja acontecendo, mas não é por isso que vou votar em uma dessas duas. Eu prefiro votar em uma pessoa que não vai para o segundo turno, mas que tem boas propostas e com isso deixar minha consciência leve por ter feito aquilo que eu julgava correto, do que ter que olhar pra cara de um governante por 4 anos sabendo que eu nem tentei tirá-lo do poder ou não colocá-lo lá. Vale ressaltar que cada voto faz sim a diferença. E que antes de pensar em um segundo turno, tentemos mudar alguma coisa no primeiro. Eu ficaria imensamente feliz em ver uma mulher que apoia a libertação, a mudança, as minorias (que em alguns casos são maioria), trabalhando e tentando mudar algo.